Vou abrir uma excepção e cá vai um post mais longo. Em vários jornais, blogs e cafés (bem vistas as coisas vai tudo dar ao mesmo) muito se tem escrito sobre a febre de Domingo á noite. Vamos por partes. Não sou fã do estilo Pinto da Costa. Ingrato? Não. Todos falam da obra de PC mas, neste país, obra é eufemismo de populismo. João Jardim tem obra e lado a lado com os melhores hotéis da Europa há pessoas que vivem bem abaixo do limiar da pobreza. Obra têm muitos empresários que construiram impérios mas que continuam a pagar 70 contos de rei aos empregados.
Quanto aos desacatos na Avenida dos Aliados falta um pormaior. É claro que os benfiquistas podem festejar onde bem entenderem. Mesmo na Avenida onde não deveriam estar adeptos portistas. E por uma razão simples. O clube que aprendi a amar nunca festejou um segundo lugar, fosse em que circunstâncias fosse. Nos dias e noites em que perdemos saíamos do estádio com a neura rumo a casa e só pensávamos no próximo jogo. E era isto que PC devia ter dito, demarcando-se e falando para todos os dragões dos Mini aos outros que se dizem Super. Mas não. Ficou calado. Tal e qual como quando despediu Del Neri e Fernandez com a candura de quem não tinha sido responsável pelas suas contratações.
A identidade portista (e de alguma forma a portuense também) sempre se construiu por oposição. Contra alguém. Mas nas vitórias. Quando uma criança escolhe um clube não escolhe só o que mais ganha. Escolhe aquele com que mais se identifica e não é certamnete uma postura tacanha, ensimesmada e provinciana que colhe. Até porque o Porto Cidade há muito que não é nem queremos que seja assim. Por isso em dois anos em que MUITO ganhamos pouco crescemos...
Rip an Burn Room: Tom Vek - I aint saying my goodbyes